PSORÍASE


O pior problema gerado por esta doença não são as lesões em si, mas sim o preconceito. É por este motivo que os pacientes atingidos pela psoríase geralmente têm o emocional abalado. Então, a primeira informação que faço questão de deixar aqui é: a psoríase não é transmissível!

Ela é uma doença de pele bastante comum, que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas. Essas placas aparecem com maior frequência no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, mas pés, mãos, unhas e a região genital também podem ser afetados.

Tipos

A psoríase é uma doença crônica, autoimune – ou seja, em que o organismo ataca ele mesmo. Ela tem gravidade variável, podendo apresentar desde formas leves e facilmente tratáveis, até casos muito extensos, que levam à incapacidade física, acometendo também as articulações.

Causas

O que os estudos dizem é que em nosso sistema imunológico existe uma célula conhecida como célula T, que percorre todo o corpo humano em busca de elementos estranhos, como vírus e bactérias, com o intuito de combatê-los. Se a pessoa tem psoríase, as células T acabam atacando células saudáveis da pele, como se fosse para cicatrizar uma ferida ou tratar uma infecção. Daí surgem as lesões.

A genética tem um papel determinante em boa parte dos casos, mas fatores ambientais também estão envolvidos.

Fatores de risco

Alguns fatores podem desencadear a psoríase:

– Infecções de garganta e de pele;
– Lesões na pele, como feridas, machucados, queimaduras de sol ou outras de natureza física, química, elétrica, cirúrgica ou inflamatória;
– Estresse;
– Variações climáticas;
– Tabagismo;
– Consumo excessivo de álcool;
– Medicamentos;
– Obesidade.

Sintomas

Além das lesões avermelhadas e cobertas por uma camada branca, existem outros sintomas:

– Pele seca, com facilidade para sangramentos;
– Unhas espessas e esfareladas, amareladas, descoladas e com furinhos na superfície;
– Inchaço nas articulações;
– Articulações rígidas e doloridas;

Tratamento

Existem três opções gerais de tratamento: tópico (cremes e pomadas), sistêmico e por fototerapia. A escolha dependerá do tipo de psoríase desenvolvida e do histórico do paciente.


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